Ora aqui estão dois companheiros improváveis, quase me faz lembrar Jorge Amado com o Gato e a Andorinha, um amor pedagógico.
O Cavalo e a Cegonha, vizinhos que não se incomodam, ambos usufruem do verde, um com as patas no solo outra com as asas no vento.
O Cavalo não inveja a liberdade da Cegonha, não inveja as paisagens contempladas a cada voo, não inveja a casa colocada em locais estratégicos e admirada por todos.
A Cegonha não inveja o porte elegante do Cavalo, o seu pêlo sedoso, não inveja os campos percorridos a galope, não inveja os seus saltos alegres sobre muros de xisto.
3 comentários:
Devíamos seguir os exemplos dos animais e perceber que todos somos diferentes e que é essa diferença que nos torna ricos e especiais. Por norma, orientamos a nossa atenção para as áreas ou os aspectos em que os outros nos parecem melhores e é assim que, muitas vezes, nos sentimos pequenos. O problema é que nunca nos contentamos em ser só cavalo ou em ser só cegonha, queremos sempre ser tudo ao mesmo tempo e isso é que nos torna infelizes,não é?
Gostei muito deste teu texto. :)
Um óptimo fim-de-semana. Bjs
Os animais nos ensinam muito, a natureza é linda.
Beijos
Ao encontramo-nos com os animais, já começamos a encontrar-nos connosco mesmos, com o nós!
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